Putin mantém hierarquia militar
France Presse
De Moscou
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, confirmou ontem em seu posto o ministro da Defesa, Igor Sergueiev, provando sua confiança na atual hierarquia militar, enquanto continua a guerra na Chechênia.
O porta-voz da presidência anunciou que Putin deu instruções há um certo tempo para que o marechal Sergueiev, que já superou o limite de idade, possa manter seu posto de ministro da Defesa.
Segundo a lei russa, generais e marechais devem ser confirmados no posto pelo presidente a partir dos 60 anos. Com 62 anos, o marechal Sergueiev já foi confirmado uma vez em suas funções, pelo ex-presidente Boris Yeltsin.
Desde o início da operação terrestre na Chechênia, em 1º de outubro do ano passado, Igor Sergueiev foi criticado em diversas ocasiões pela imprensa russa, principalmente por ter preferido usar armamento estratégico ao convencional.
Putin pediu ontem a seus ministros que se concentrem no trabalho. Ainda falta um mês para a cerimônia de posse e temos que usar nossas forças nas tarefas que nos são incumbidas, sobretudo de ordem econômica e social, declarou Putin, ao receber seu ministro das Finanças, Mikhail Kassianov, um dos favoritos ao cargo de primeiro-ministro.
Os outros candidatos mais citados são o vice-ministro das Finanças, Alexandre Kudrin, e o economista Guerman Gref, a quem Putin encarregou de elaborar uma estratégia de 10 anos para o desenvolvimento da Rússia. Ele lançou uma mensagem de unidade a seus compatriotas: unidos resolveremos juntos os problemas de nossa pátria.
Uma pesquisa feita antes da votação, mas publicada ontem, revela insatisfação quanto ao alcance das reformas até o momento. Segundo o estudo, 49% dos russos acham necessário pôr em prática uma política totalmente diferente da de Yeltsin.
Apenas 10% das pessoas entrevistadas estão satisfeitas com as reformas realizadas a partir de 1992, contra 68% que mostraram insatisfação.
Putin não nomeará o primeiro-ministro antes de tomar posse, mas sua vitória no domingo fazem dele o líder absoluto do cenário político, segundo imprensa e analistas.





