MOSCOU – Com milhares de russos congelando em apartamentos sem aquecimento, o presidente Vladimir Putin demitiu ontem o ministro da Energia e anunciou a renúncia de um governador regional que não conseguiu manter ligados os sistemas de aquecimento. No entanto, não estava claro como as demissões ajudariam a solucionar a crise no sistema de utilidade pública da Rússia, prejudicado por práticas comerciais ineficientes, brigas políticas e encanamentos e aquecedores danificados.
Há cerca de um mês, a Rússia vive uma crise de falta de energia, vital para o aquecimento de milhares de casas no extremo oeste do país. Com temperaturas entre -30º e -50º Celsius – o inverno mais gelado desde 1949 –, 33.000 famílias de oito regiões sofrem com o frio sem poder ligar os aquecedores.

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