São Paulo - O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, afirmou ontem que as forças especiais americanas tiveram envolvimento na morte do ex-ditador líbio Muamar Kadafi, que foi morto depois de ter sido capturado pelos insurgentes opositores.
Ele acrescentou que graças a essa ajuda ocidental, ''eliminaram Kadafi sem julgamento e sem investigação''.
A Rússia havia criticado com veemência as operações militares que a Otan realizou na Líbia e as definiu como uma ''cruzada''. Na visão do país, os ataques aéreos não tinham respaldo na resolução da ONU, que apenas mencionava a necessidade de respeitar uma zona de exclusão aérea e ainda proibia a presença de tropas estrangeiras em solo líbio.
Putin disse que as imagens da morte do ditador líbio lhe causaram ''repugnância'' e criticou os meios de comunicação ocidentais por falta de moralidade. A Rússia defende que Kadafi deveria ter sido preso e que sua morte nas mãos dos rebeldes líbios é uma violação do direito internacional.
O Pentágono considerou ''ridícula'' a acusação de Putin. ''A afirmação de que as forças especiais dos Estados Unidos tiveram envolvimento na morte do coronel Kadafi é ridícula'', declarou o capitão John Kirby, porta-voz do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta.

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