Os 14 sócios europeus da Áustria aplicaram desde fevereiro passado uma série de sanções a Viena, devido à entrada do Partido da Liberdade Austríaca (FPOe, extrema-direita) no governo de coalizão com os conservadores.
As três medidas de sanção foram as seguintes:
• ‘‘Os governos dos 14 países membros da UE decidiram não promover nem aceitar nenhum contato bilateral oficial ao nível político com esse governo.’’
• ‘‘Não apoiar os candidatos austríacos que busquem funções nas organizações internacionais.’’
• Só receber os embaixadores de Viena nos 14 países ‘‘em nível técnico’’.
Naquela época, o premier português, Antonio Guterres, presidente em exercício da UE, havia informado às autoridades austríacas que as relações bilaterais com um governo austríaco que incluísse o FPOe não se manteriam ‘‘como se nada houvesse passado’’.
A comissão européia, que cuida dos tratados europeus, indicou que teria relações normais de trabalho com o novo governo austríaco, embora este fosse submetido a ‘‘estreita vigilância’’ para verificar se respeitava as regras européias.
A mudança total ocorreu depois do relatório que entregaram sexta-feira passada os ‘‘três sábios’’ designados pela Corte Européia de Direitos Humanos para estudar o perigo do Partido da Liberdade Austríaco (FPOe) de Joerg Haider, o qual integra o governo de Viena, e seus detratores qualificam de ‘‘nazista’’.
Os três especialistas – o finlandês Martti Ahtisaari, o espanhol Marcelino Oreja e o alemão Jochen Frowein – preconizaram em seu relatório ‘‘pôr fim’’ às sanções.

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