Punições aplicadas a Viena
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de setembro de 2000
France Presse De Paris 
Os 14 sócios europeus da Áustria aplicaram desde fevereiro passado uma série de sanções a Viena, devido à entrada do Partido da Liberdade Austríaca (FPOe, extrema-direita) no governo de coalizão com os conservadores.
As três medidas de sanção foram as seguintes:
Os governos dos 14 países membros da UE decidiram não promover nem aceitar nenhum contato bilateral oficial ao nível político com esse governo.
Não apoiar os candidatos austríacos que busquem funções nas organizações internacionais.
Só receber os embaixadores de Viena nos 14 países em nível técnico.
Naquela época, o premier português, Antonio Guterres, presidente em exercício da UE, havia informado às autoridades austríacas que as relações bilaterais com um governo austríaco que incluísse o FPOe não se manteriam como se nada houvesse passado.
A comissão européia, que cuida dos tratados europeus, indicou que teria relações normais de trabalho com o novo governo austríaco, embora este fosse submetido a estreita vigilância para verificar se respeitava as regras européias.
A mudança total ocorreu depois do relatório que entregaram sexta-feira passada os três sábios designados pela Corte Européia de Direitos Humanos para estudar o perigo do Partido da Liberdade Austríaco (FPOe) de Joerg Haider, o qual integra o governo de Viena, e seus detratores qualificam de nazista.
Os três especialistas o finlandês Martti Ahtisaari, o espanhol Marcelino Oreja e o alemão Jochen Frowein preconizaram em seu relatório pôr fim às sanções.


