Público poderá visitar o túmulo de Lady Di
Tudo foi previsto: o museu para chorar, o templo para rezar, o túmulo presente, mas inacessível, a cafeteria e a loja de presentes. A 120 km de Londres, Althorp espera os peregrinos que chegarão a partir de hoje para homenagear a memória da princesa Diana.
Durante meses, as máquinas planadoras, os jardineiros e os pintores trabalharam arduamente atrás das grades da grande mansão familiar dos Spencer, onde repousa a princesa de Gales, depois de ter vivido ali seus anos de juventude.
Responsável pelas obras, Charles Spencer, irmão de Diana, dirigiu toda a operação. O conde Spencer quis abrir as portas ao público neste 1º de julho, dia em que a princesa completaria 37 anos de idade.
A mansão será fechada no dia 30 de agosto, um dia antes do primeiro aniversário de sua trágica morte.
Antes da abertura, os 152 mil ingressos já se esgotaram, apesar do preço fixado, superior ao da entrada no palácio de Buckingham 9,50 libras (em torno de 15,20 dólares). Um letreiro adverte no portão de entrada que nenhum ingresso será vendido ali.
Depois de ter dito e repetido que o produto dos ingressos seria entregue a obras de caridade, o conde Spencer fez as contas e pensou duas vezes. Optou finalmente por depositar um mínimo de 10% do arrecadado aos fundos destinados a administrar as doações feitas em nome de Diana.
Este gesto alimentou as críticas, que acusam o conde de querer criar uma Dianalândia totalmente comercial.
Seus amigos o defendem, dizendo que as despesas em Althorp foram muito elevadas.
Um concerto ao ar livre, a 39,50 libras (63,20 dólares) por pessoa permitiu no último sábado a 15 mil privilegiados conhecer o local.
Mas a partir de hoje são esperados 2.500 peregrinos por dia.
As cavalariças foram transformadas em museu. O conde Spencer foi assessorado por um curador de museu e programador de exposições. Um dos pontos fortes da mostra é a parte dedicada à infância da princesa.
Depois, o visitante poderá passear entre arvoredos que o levarão a um pequeno lago, onde se encontra a ilha artificial onde está enterrada Diana.
O público não terá acesso ao túmulo, oculto por árvores altas e por uma centena de roseiras. Um pedestal de cinco metros de altura contém a urna com seus restos.
Na margem, os peregrinos podem rezar em um altar, construído especialmente para isso.
A iniciativa de abrir a residência à visitação pública é do conde Spencer. Milhares de peregrinos já estão na pequena cidade, cujos habitantes esperam melhorar seus rendimentos com o evento. As pessoas poderão visitar os jardins, observar a distância o túmulo de Diana, erigido numa ilha no centro de um lago, ouvir música clássica, visitar a suntuosa mansão dos Spencers e apreciar objetos que pertenceram à princesa.
Indica-se que o irmão de Diana já está tratando, também, das celebrações que devem ocorrer para marcar o primeiro aniversário de falecimento da Princesa.
A Família Real britânica não fez qualquer comentário sobre a iniciativa e não há indicações de que algum de seus membros possa participar da visitação na abertura do memorial.Arquivo/FolhaCuidadosO irmão da princesa Diana no local em que o corpo foi enterrado e que será aberto ao públicoJuliette Baillot
France Presse





