Pelo menos 200 mil pessoas participaram das manifestações ontem por toda a China, pelo segundo dia consecutivo, contra o bombardeio da Otan à embaixada chinesa em Belgrado. Durante horas, os manifestantes desfilaram organizadamente nas principais cidades da China, gritando refrões de forte cunho nacionalista e chegando a exigir uma guerra contra os Estados Unidos.
‘‘Go to war’’ (vamos à guerra), proclamavam em inglês vários cartazes portados pelos manifestantes em Pequim, onde cerca de 100 mil pessoas, em sua maioria jovens, desfilaram diante das embaixadas dos Estados Unidos e Grã-Bretanha.
Os dois países são considerados responsáveis pelo bombardeio ‘‘por engano’’ da embaixada chinesa, que matou três pessoas (entre elas, dois jornalistas), e deixou 20 feridos e um desaparecido, na noite de sexta para sábado.
Numa declaração em rede pela TV, o vice-primeiro-ministro chinês Hu Jintao afirmou que a China apóia ‘‘todas as ações de protesto legais contra o ataque da Otan’’, mas também pediu à população para conservar a calma e respeitar a ‘‘estabilidade social’’.
Durante todo o dia, milhares de policiais se esforçaram para evitar desordens em Pequim, na mais importante manifestação desde 1989.

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