Protestos relembram quatro anos da tomada de Bagdá
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segunda-feira, 09 de abril de 2007
Folhapress 
São Paulo - O Iraque relembrou ontem o quarto aniversário da tomada de Bagdá pelas forças da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos em 2003, em meio a grandes protestos contra a ocupação americana no país árabe. Ao lado das manifestações, oficiais das Forças Armadas dos EUA admitiram que a ação no país trouxe frustrações.
O contra-almirante americano Mark Fox afirmou que os quatro anos passados desde o início do conflito foram marcados por ''avanços substanciais'', mas também por decepções. ''Apesar dos avanços, reconhecemos que os quatro anos também foram decepcionantes, frustrantes e cada vez mais perigosos em numerosas partes do país'', disse.
Questionado sobre os protestos que tomaram o sul do país, Fox disse que as manifestações foram de caráter ''livre e pacífico''. ''Foi uma manifestação pacífica, que é o símbolo de uma sociedade democrática. Como sabemos em nosso país (EUA), isso forma uma sociedade livre e aberta, e por isso não estamos incomodados'', disse o contra-almirante, em alusão à queima de bandeiras dos EUA pelos manifestantes.
Na cidade sagrada de Najaf, no sul, milhares de iraquianos atenderam a um chamado do clérigo radical xiita Moqtada al Sadr para protestar. Em Bagdá, todos os veículos civis foram banidos das ruas da cidade por 24 horas para prevenir ataques. Testemunhas relataram que a polícia tentou impedir os xiitas de chegarem até Najaf para atender ao apelo do clérigo, mas a cidade amanheceu tomada pelos manifestantes. Iraquianos queimaram bandeiras americanas e pintaram os slogans ''que a América caia'' e ''Bush é um cão'' no chão.


