Protestos políticos deixam 44 mortos na Síria
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sábado, 21 de maio de 2011
Agência Estado 
Cairo - A Organização Nacional de Direitos Humanos informou que 44 pessoas morreram ontem (20) na Síria pela "violência sistemática" e o uso de munição real para reprimir os protestos políticos.
A ONG é dirigida por Ammar Qurabi, que passou a viver no Cairo há algumas semanas e é um dos poucos ativistas de direitos humanos que não foi preso pelas forças de segurança do regime de Bashar al Assad.
Um comunicado da organização fornece os nomes das 44 vítimas fatais na repressão policial de ontem. Destas, 26 morreram na província de Edlib (norte) e 13 em Homs (centro), enquanto os demais pereceram em outros locais do norte, centro e sul do país.
Segundo o grupo, 12 dirigentes e membros de uma organização política curda foram detidos ontem no nordeste do país e têm agora paradeiro desconhecido.
A agência oficial síria, por sua vez, informou hoje que 17 pessoas, entre elas civis e membros das forças de segurança, morreram ontem em consequência dos disparos de "grupos armados" em Edlib e Homs.
A informação oficial, que cita fontes militares e do Ministério do Interior não identificadas, diz que "grupos de sabotadores" queimaram edifícios públicos e destruíram propriedades privadas.
Outra nota divulgada neste sábado pela mesma agência informou da detenção de uma "célula terrorista" na localidade de Al Dumar, 40 quilômetros ao nordeste de Damasco, na quinta-feira, com a qual foi apreendida uma "grande quantidade de armas, munição e explosivos".
Segundo cálculos de ativistas de direitos humanos, desde que começaram os protestos políticos na Síria morreram cerca de 1 mil pessoas - em sua maioria civis - e milhares de outras foram detidas.
Com informações da agência Efe.


