O au­men­to dos pro­tes­tos de rua coor­de­na­dos por cen­trais sin­di­cais não ali­nha­das ao go­ver­no pôs em xe­que nas úl­ti­mas se­ma­nas um dos ei­xos do kirch­ne­ris­mo - a to­le­rân­cia às ma­ni­fes­ta­ções po­pu­la­res que se va­lem da in­ter­rup­ção do trân­si­to pa­ra cha­mar aten­ção.
  Pe­la pri­mei­ra vez des­de que os Kirch­ner che­ga­ram ao po­der, em 2003, com Nés­tor Kirch­ner, ma­ri­do da ­atual pre­si­den­te, Cris­ti­na, a po­lí­cia foi acio­na­da pa­ra im­pe­dir o blo­queio fei­to por ma­ni­fes­tan­tes em uma das prin­ci­pais ­vias de aces­so à ca­pi­tal ar­gen­ti­na, na úl­ti­ma sex­ta-fei­ra.
  ‘‘Te­mos de nos or­ga­ni­zar pa­ra exer­cer nos­sos pró­prios di­rei­tos, que nun­ca po­dem en­vol­ver o im­pe­di­men­to ao ou­tro de cir­cu­lar, de es­tu­dar, de ­trabalhar’’, dis­se Cris­ti­na Kirch­ner. A de­sa­pro­va­ção ao go­ver­no da pre­si­den­te ron­da os 70%, se­gun­do ins­ti­tu­tos pri­va­dos de pes­qui­sa.
  O mi­nis­tro do Tra­ba­lho, Car­los To­ma­da, in­si­nuou que há uma coor­de­na­ção ocul­ta por ­trás dos ­atuais pro­tes­tos. ‘‘Não há con­di­ções ob­je­ti­vas, nem eco­nô­mi­cas nem so­ciais pa­ra os inú­me­ros blo­queios de trân­si­to que es­tão fa­zen­do. É mui­to ­estranho’’, de­cla­rou.
  O le­ma das cen­trais sin­di­cais que pro­tes­tam con­tra o de­sem­pre­go e exi­gem a cria­ção de no­vos pos­tos de tra­ba­lho é que a con­ta da cri­se não po­de ser pa­ga pe­los tra­ba­lha­do­res. Di­ver­sas ca­te­go­rias pro­fis­sio­nais so­ma­ram-se aos ope­rá­rios nos pro­tes­tos do mês pas­sa­do em Bue­nos Ai­res.

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