Protestos põem à prova tolerância kirchnerista
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de outubro de 2009
Silvana Arantes<br>Folhapress 
O aumento dos protestos de rua coordenados por centrais sindicais não alinhadas ao governo pôs em xeque nas últimas semanas um dos eixos do kirchnerismo - a tolerância às manifestações populares que se valem da interrupção do trânsito para chamar atenção.
Pela primeira vez desde que os Kirchner chegaram ao poder, em 2003, com Néstor Kirchner, marido da atual presidente, Cristina, a polícia foi acionada para impedir o bloqueio feito por manifestantes em uma das principais vias de acesso à capital argentina, na última sexta-feira.
Temos de nos organizar para exercer nossos próprios direitos, que nunca podem envolver o impedimento ao outro de circular, de estudar, de trabalhar, disse Cristina Kirchner. A desaprovação ao governo da presidente ronda os 70%, segundo institutos privados de pesquisa.
O ministro do Trabalho, Carlos Tomada, insinuou que há uma coordenação oculta por trás dos atuais protestos. Não há condições objetivas, nem econômicas nem sociais para os inúmeros bloqueios de trânsito que estão fazendo. É muito estranho, declarou.
O lema das centrais sindicais que protestam contra o desemprego e exigem a criação de novos postos de trabalho é que a conta da crise não pode ser paga pelos trabalhadores. Diversas categorias profissionais somaram-se aos operários nos protestos do mês passado em Buenos Aires.


