Protestos na ONU acabam em prisões
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segunda-feira, 21 de outubro de 2002
Agência EFE 
Nações UnidasMais de dez jovens foram presos e entregues à polícia de Nova York após realizarem um protesto na entrada da Assembléia Geral contra os planos de ataque dos EUA ao Iraque, informou ontem um porta-voz da ONU. Os 13 manifestantes entraram no edifício da ONU como turistas participantes de uma visita guiada. Ao se depararem com a sala da Assembléia Geral, o grupo começou a gritar palavras de ordem contra os EUA e seu posicionamento frente à crise iraquiana. Os agentes de segurança da ONU prenderam os jovens, que foram entregues à polícia de Nova York sob a acusação de perturbarem a ordem pública, segundo o porta-voz da Assembléia Geral, Richard Sydehman.
Quando ocorreu o incidente, a Assembléia Geral estava em sessão especial para a escolha dos novos membros do Tribunal Internacional de Justiça, obrigada a ser suspensa por alguns minutos.
Pouco depois, outros seis manifestantes, também presos, deram gritos na entrada do edifício da missão dos EUA junto à ONU, localizado em frente à sede central do organismo internacional.
Posição dos Nobel da PazCom um veemente ''não'' ao recurso às armas e um pleno apoio às resoluções da ONU, terminou, ontem, em Roma, a III Cúpula Mundial de Prêmios Nobel da Paz, presidida pelo ex-presidente soviético Mikhail Gorbachov. Os premiados reivindicaram a inadmissibilidade do uso da força para a solução dos problemas entre os Estados em uma declaração conjunta divulgada ontem.
''Creio que hoje podemos ser mais otimistas quanto ao Iraque'', disse Gorbachov antes de partir para Moscou onde deverá se reunir com o presidente Vladimir Putin. ''Os Estados Unidos aceitaram o esquema de uma dupla resolução, que permita aos inspetores da ONU comprovarem a eliminação das armas de destruição em massa e apresentarem seu relatório ao Conselho de Segurança'', comentou o líder soviético.


