Durante os protestos na Cisjordânia e em Gaza, os manifestantes, indignados, enfrentaram violentamente os soldados israelenses, que utilizaram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar as pessoas. Duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas na confusão.
Arafat denunciou o ''crime bárbaro'' e decretou três dias de luto nos territórios palestinos. O governo, reunido sob sua presidência e na presença do primeiro-ministro Ahmad Qorei, solicitou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU para ''examinar este crime indigno e dar proteção ao povo palestino''.
O assassinato foi condenado pelos países árabes, a União Européia e muitas outras capitais do mundo. Apesar dos Hamas ter afirmado que a operação não poderia ter sido efetuada sem a autorização norte-americana, a conselheira do presidente George W. Bush para a Segurança Nacional, Condoleezza Rice, garantiu que os ''Estados Unidos não foram advertidos com antecedência''.
A primeira resposta ao assassinato foi dada pelo Hezbollah xiita libanês, que disparou foguetes contra posições israelenses na região das granjas de Shebaa. Israel respondeu bombardeando um povoado libanês. Segundo o Hezbollah, o ataque foi obra das ''Brigadas do mártir xeque Ahmad Yassin''. (France Presse)

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