La Paz - Os protestos registrados por mais de dez dias na região central da Bolívia onde alguns setores lutavam pela derrubada do governador de Cochabamba, desloca-se agora para La Paz, onde forças aliadas ao presidente Evo Morales buscam a renúncia da principal autoridade deste departamento.
  Assim, organizações bolivianas pró-governamentais da cidade de El Alto, vizinha à capital, declararam ontem uma greve de 24 horas para a próxima segunda-feira, além da tomada dos escritórios do governo de La Paz, a fim de forçar a renúncia do governador José Luis Paredes.
  A Federação de Juntas de El Alto (FEJUVE) determinou medidas de protesto contra o governador Paredes, opositor do presidente Evo Morales, após o fim do prazo de 48 horas que havia sido estipulado para sua saída. Paredes é favorável às idéias autonomistas de quatro províncias do país.
  Ontem, a organização sindical Central Operária Regional de El Alto (COR) decidiu se juntar aos protestos da cidade, uma das mais pobres da Bolívia e habitada por cerca de 700 mil pessoas, informou a emissora Erbol.
  A FEJUVE também decidiu pela tomada dos escritórios da Prefeitura de La Paz, localizada na Praça das Armas, próxima ao Palácio Quemado (sede do governo federal).
  A complicada situação de Paredes é similar à do governador da Província de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, hostilizado por grupos radicais em sua cidade.

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