Buenos Aires - O presidente argentino Néstor Kirchner teve de suspender um comício que faria ontem diante da sede do governo de Tucumán (norte), por ocasião do Dia da Independência da Argentina, depois que grupos rivais entraram em choque entre si deixando vários feridos.
Os planos do chefe de Estado foram alterados por causa do clima de protesto que domina a cidade de Tucumán tendo sido reduzidos a uma cerimônia no interior da sede de governo.
Nas ruas, os manifestantes foram dispersados pela polícia com bombas de gás lacrimogêneo.
Kirchner foi, inclusive, vaiado junto ao governador local, José Alperovich, pelos grupos de piqueteiros (pobres e desempregados) e sindicalistas opositores que ocuparam as ruas próximas à sede do governo.
A situação foi considerada estranha para um presidente que, depois de 13 meses no governo, sempre recebeu expressões de apoio e várias vezes, em outras aparições públicas, quebrou o protocolo para se aproximar e cumprimentar a multidão.
''O que fazemos com a dívida de 170 bilhões de dólares que nos deixaram, e que, com esforço e dignidade, estamos tentando resolver?'', perguntou ele a seus críticos.
''Eu assumo os problemas da Argentina, sem problemas, mas todos os argentinos também têm de fazê-lo porque não fui eu que deixei o país assim, praticamente à beira da falência'', acrescentou o presidente argentino.

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