Londres - O presidente norte-americano, George W. Bush, chegou ontem a Londres para uma visita oficial de dois dias, na penúltima etapa de sua viagem pela Europa, marcada por protestos contra a guerra no Iraque e um grande dispositivo de segurança.
Depois de desembarcar no aeroporto londrino de Heathrow procedente de Paris, Bush e a esposa Laura partiram de helicóptero para o castelo de Windsor (oeste de Londres), onde eram esperados pela rainha Elizabeth II.
Nas ruas deste pequena área medieval, dezenas de manifestantes convocados pela Coalizão Contra a Guerra exibiam cartazes de denúncia à política de Bush no Iraque e Afeganistão.
Em Londres, a Coalizão reuniu 2 mil manifestantes. Alguns ativistas também exibiam faixas com pedidos de fechamento da prisão de Guantánamo. Dentro do castelo, a soberana acompanhou o casal presidencial norte-americano por alguns salões, mostrando algumas das obras-primas em suas paredes.
Depois de tomar chá com a rainha e seu marido, o príncipe Philip, duque de Edimburgo, Bush e a esposa seguiram para um jantar com o primeiro-ministro Gordon Brown e sua esposa Sarah, na residência oficial londrina de Downing Street.
Hoje, Bush e Brown terão uma reunião de trabalho, com o Iraque como tema central. Antes mesmo da chegada de Bush, o governo britânico teve que desmentir versões sobre divergências entre Londres e Washington sobre a retirada das tropas britânicas do país árabe.
A imprensa britânica especula que Brown pode anunciar em breve um calendário para a retirada dos mais de 4 mil militares britânicos do Iraque.
Antes de retornar a Washington, Bush visitará a Irlanda do Norte, onde a Anistia Internacional convocou protestos em Belfast para denunciar a detenção em Guantánamo, leste de Cuba, de suspeitos de terrorismo sem acusações.

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