Paris Como vem ocorrendo praticamente todos os finais de semana, desde a invasão ao Iraque pelas forças de coalizão, muitos protestos foram realizados, ontem, em vários países do mundo.
Em Berkeley, um dos berços dos movimentos pacifistas nos Estados Unidos, durante os anos 70, época da guerra do Vietnã, foi realizada, ontem, a ''Marcha dos Estudantes contra a Guerra'', uma manifestação que representa apenas uma pálida sombra do que foi o apogeu do movimento antibélico norte-americano. As manifestações contrárias à guerra no Iraque aconteceram no início da campanha militar, mas sem muito fervor. Os ativistas, no entanto, acreditam que marcha de ontem serviu para renovar o impulso pacifista dentro da universidade.
No Canadá, que foi palco, sexta-feira, de manifestação pró-guerra, com pronunciamentos a favor dos Estados Unidos e Grã-Bretanha, houve novos protestos, ontem, contra a guerra. Os manifestantes enfatizaram o apoio à posição do Governo canadense que se negou a participar das forças de coalizão.
Mas os principais protestos aconteceram nos países árabes e por vários pontos do Oriente. Na Índia, um protesto contra a invasão ao Iraque contou com a participação de ministros de Estado.
As imagens do presidente Saddam Hussein, passeando pelas ruas de Bagdfá, mostradas pelas emissoras de TV árabes, estimularam os protestos que evidenciavam o apoio da maioria dos povos da região ao Iraque. Tais protestos, inclusive, preocupam muitos os governantes de países árabes que apoiam a ação anglo-norte-americana.

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