Protestos em várias partes do mundo contra guerra
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sábado, 18 de janeiro de 2003
France Presse 
Paris O projeto dos Estados Unidos de levar adiante uma guerra contra o Iraque, acusado por Washington de possuir armas de destruição em massa, provocou a programação de uma onda de manifestações no mundo inteiro para este final de semana.
Na França, onde a grande maioria da opinião pública, segundo as pesquisas, rejeita a guerra, cerca de quarenta partidos políticos e diversas organizações pedem aos franceses que se manifestem hoje, em Paris e em outras 40 cidades do país. Diversas manifestações devem acontecer na Espanha. Uma delas está marcada para amanhã, nas proximidades da base militar norte-americana de Torrejón, perto de Madri. Na Alemanha, várias manifestações foram organizadas pelos social-democratas (SPD), partido no poder, do chanceler Gerhard Schroeder, e pelos Verdes. Também há manifestações marcadas em Bruxelas e outras capitais do norte da Europa.
Nos Estados Unidos, dezenas de milhares de pessoas são aguardadas neste fim de semana em Washington para um protesto contra uma intervenção militar no Iraque, num dos mais importantes movimentos contra o militarismo desde a guerra do Vietnã nos anos 70.
No Japão, cerca de 10 mil pessoas são aguardadas num protesto, hoje, no centro de Tóquio, depois de uma grande marcha com a participação de quase 30 associações. Outras manifestações estão marcadas para acontecer no Oriente Médio, no Egito e na América Latina.
Prisões Dezesseis manifestantes foram presos quinta-feira quando encenavam um enterro fictício em Los Angeles (oeste dos EUA) para protestar contra uma eventual guerra no Iraque, informou a polícia local.
Os manifestantes a maioria deles vestida de preto e cantando ''Não queremos guerra no Iraque'' foram presos ao ignorar as ordens da polícia para desocupar a área.
Em Bagdá Equipes de inspetores da ONU partiram ontem de seu quartel-general em meio a uma manifestação contra os Estados Unidos de centenas de jornalistas iraquianos. Os manifestantes comemoravam o começo da Guerra do Golfo há doze anos, no dia 17 de janeiro de 1991. Centenas de membros da Associação de Jornalistas Iraquianos fizeram um protesto contra o presidente norte-americano George W. Bush em frente do quartel-general da ONU, no ex-hotel Canal, informou um fotógrafo da AFP.
Esta associação é presidida por Udai Saddam Hussein, filho mais velho do presidente. Os manifestantes gritavam frases como ''Abaixo Bush'' ou ''Não abandonaremos jamais o Iraque e Saddam Hussein''.


