Milhões de manifestantes foram às ruas ontem em aproximadamente 60 países para protestar contra uma ação militar no Iraque e para pedir pela paz. Os atos marcaram uma mobilização global inédita contra uma guerra que ainda não começou. Esperava-se que mais de 600 cidades assistissem a algum tipo de protesto contra a guerra. Nas principais capitais européias, a mobilização foi maior.
  Em Londres, mais de 1 milhão de pessoas eram esperadas pelos organizadores. Na Alemanha, duas marchas convergiram para a Coluna da Vitória, ironicamente um monumento do século 19 que comemora as campanhas militares prussianas. A polícia estimou que de 300 mil a 500 mil pessoas participaram.
  A partida para as manifestações havia sido dada anteontem na Ásia e na Oceania: mais de 150 mil pessoas pararam o centro de Melbourne, na Austrália – a maior marcha no país desde os protestos contra a Guerra do Vietnã, nos anos 70. No Japão, grupos se revezavam num protesto diante da embaixada dos EUA. Os prédios de representação diplomática americanos e britânicos também foram os mais visados pelos manifestantes em Hong Kong, na China, em Johannesburgo, na África do Sul, e em Calcutá, na Índia. A maior parte das manifestações no Brasil iriam acontecer durante a tarde de ontem.
  O enviado do papa João Paulo 2º ao Iraque, cardeal Roger Etchegaray, encontrou-se ontem com o ditador Saddam Hussein. A reunião foi parte dos esforços do Vaticano para evitar o conflito.

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