Protestos deixam mortos e feridos
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sábado, 13 de dezembro de 2003
France Presse 
Manágua O protesto estudantil que sacudiu nesta quinta-feira a cidade de Manágua deixou vários feridos, incluindo um fotógrafo da AFP e outro da Reuters, atingidos por estilhaços de bombas artesanais lançadas pelos estudantes. Os distúrbios começaram durante a tarde, na Avenida Universitária, quando centenas de estudantes ocuparam a via para protestar contra a redução do orçamento para as universidades. A polícia interveio e os estudantes reagiram lançando bombas artesanais contra os agentes, dando início a um confronto generalizado na região da Avenida Universitária.
Segundo a Cruz Vermelha, cinco estudantes foram feridos por estilhaços e balas de borracha, três sofreram queimaduras de primeiro grau e quinze ficaram intoxicados por gás lacrimogêneo.
Na China Quatro pessoas morreram e outras sete ficaram feridas depois que um trem atingiu um grupo de manifestantes e policiais numa linha ferroviária na província chinesa de Henan, informou ontem um grupo de direitos humanos de Hong Kong.
Os quatro mortos, incluindo um policial, foram atropelados por um trem quando cerca de 1.000 pessoas bloquearam a estrada de ferro da localidade de Luohe, no distrito de Yuanhui, enquanto 50 policiais tentavam afastar os manifestantes do local, segundo a organização humanitária.
O trem, que fazia o trajeto entre Pequim (Norte) e Guangzhou (Sul), acabou atingindo 11 pessoas, matando quatro e ferindo outras sete, sendo que cinco se encontram em estado grave. O governo local confirmou as quatro mortes.
O protesto ocorreu devido à iniciativa do governo local de desalojar no dia anterior os moradores de várias construções irregulares numa vila local.
No Canadá Milhares de pessoas protestaram esta quinta-feira em Québec (leste) contra os projetos de reforma do governo, enquanto que no outro lado do Canadá uma greve dos serviços marítimos paralisou a atividade em British Columbia (sudoeste).
A resposta em massa dos funcionários públicos e privados à convocação dos principais sindicatos a uma ''jornada'' de protestos deixou clara a oposição dos quebequenses aos projetos do governo do liberal Jean Charest no poder desde abril passado para facilitar as terceirizações, aumentar os custos das creches, ou reagrupar estabelecimentos de saúde de uma mesma região.
A 5.000 quilômetros de Québec, na costa do Pacífico, mais de 4.000 empregados dos ferrys da British Columbia permanecem em greve desde o início da semana, apesar de um decreto do governo provincial ordenar que o serviço seja garantido aos cerca de 60.000 passageiros e 20.000 veículos que o utilizam diariamente.


