Londres Manifestações, paralisações: ante a iminência de uma guerra no Iraque, os pacifistas britânicos preparavam ontem seu contra-ataque e pediam uma ''campanha de desobediência civil'' a partir do primeiro dia do conflito.
Enquanto o primeiro-ministro alhista, Tony Blair, solicitava aos deputados britânicos que votem a favor da participação de Londres numa ação militar norte-americana, a denominada ''coalizão contra uma guerra no Iraque'' lhes pedia que censurassen a política belicista do governo.
''É a última ocasião para dizer claramente que a Grã-Bretanha não quer participar de uma guerra que levará o mundo a sofrimentos terríveis'', estimou o presidente da Coalizão, Andrew Murray.
Na Itália A Itália ficará praticamente paralisada ao explodir a guerra contra o Iraque devido a uma série de manifestações programadas pelo movimento pacifista e pelos partidos de esquerda para esse dia, assim como por uma greve-geral convocada pelas três maiores centrais sindicais.
''Quando a guerra explodir, o mundo vai parar'', anunciaram membros do comitê, que todo dia organiza um protesto em frente à câmara dos deputados.
As três maiores centrais sindicais da Itália, CGIL (esquerda), CISL (católicos) e UIL (moderados), acertaram realizar uma greve-geral contra a intervenção militar no Iraque.
À greve aderiram também os sindicatos independentes, assim como organizações estudantis, partidos políticos de esquerda, movimentos católicos e movimentos antiglobalização.
''Organizaremos uma marcha com tochas em torno da embaixada dos Estados Unidos em Roma na noite em que vencer o prazo dado pelos Estados Unidos a Saddam Hussein'', anunciou Raffaella Bolini, dos círculos culturais de esquerda Arci.
Para o dia seguinte ao ataque, uma série de manifações foi programada em toda a Itália.

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