Protestos contra os EUA em Bagdá
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quarta-feira, 28 de maio de 2003
France Presse 
Bagdá Centenas de funcionários do Ministério da Informação manifestaram-se ontem, em Bagdá, contra sua demissão, determinada pela administração americana, e contaram com o apoio de alunos de engenharia miliar, que protestaram contra o fechamento de sua faculdade, subordinada ao Ministério da Defesa.
Os funcionários partiram do prédio de seu ministério, destruído pelos bombardeios e saqueado por ladrões, e marcharam até o complexo presidencial que serve de base à administração americana em Bagdá.
O administrador americano, Paul Bremer, anunciou em 23 de maio passado a dissolução do Exército iraquiano e dos órgãos de segurança, assim como também os ministérios da Defesa e da Informação. Os cartazes exibidos diziam em árabe: ''Os funcionários do ministério da Informação não são porta-vozes de um regime e sim simples funcionários'', ''Onde estão os direitos humanos?'' e ''Quero meu trabalho de volta''. Junto a eles, centenas de estudantes e professores da faculdade de engenharia militar reivindicam a reabertura do estabelecimento. Esta faculdade conta com 1.500 alunos.
Resistência iraquiana Um grupo de ''resistentes'' iraquianos reivindicou, em um site, os dois ataques antiamericanos cometidos na segunda-feira, em Bagdá, e na terça-feira, em Falujah, que deixaram três mortos.
O portal www.middle-east-online.com reproduz um comunicado, assinado por um ''comando-geral das forças armadas da resistência e da libertação iraquianas'', que reivindica os ataques.
''Grupos das forças especiais, as brigadas Faruk, e membros do Partido Baath, realizaram operações conjuntas para destruir as forças do inimigo americano'', afirma o comunicado que descreve as brigadas Faruk como ''a organização militar da resistência islâmica''.
O mesmo site reproduz uma mensagem manuscrita atribuída a Saddam Hussein, que pede aos iraquianos que resistam contra os invasores americanos e britânicos.
Datado de 25 de maio, o documento tem a menção ''quarta mensagem manuscrita''. O jornal Al-Quds Ar Arabi, editado em Londres, já havia publicado três mensagens manuscritas atribuídas a Saddam Hussein depois de sua queda, em 9 de abril.


