Caracas Dezenas de opositores bloquearam na manhã de ontem a rodovia Francisco Fajardo que une Caracas de leste a oeste em protesto contra ''a impunidade'' no país, passado um ano de uma tentativa de golpe de Estado.
''Queremos protestar não apenas contra a impunidade, como também contra a cumplicidade do regime ditatorial'', disse um dos manifestantes ao canal Globovisión.
O protesto foi convocado pela organização ''Gente del Petróleo'', formada pelos executivos rebeldes da estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA).
Estes executivos foram despedidos depois de apoiar uma greve de dois meses, entre dezembro de 2002 e fevereiro de 2003, que deixou mais de sete bilhões de dólares em perdas para a nação, segundo cifras do governo.
Os manifestantes exibiam cartazes contra o governo e um caixão que recordava os 19 mortos durante a troca de tiros de 11 de abril de 2002, em meio a uma gigantesca manifestação opositora e a uma concentração de partidários do governo.
Depois desse tiroteio, ocorreu o golpe de Estado que tirou do poder o presidente Hugo Chávez por 47 horas, até a madrugada de 14 de abril, quando o mandatário voltou ao governo em meio às manifestações de seus partidários e com o apoio das forças armadas leais a ele.
Execuções em Cuba Os três principais sequestradores de uma lancha de passageiros, a 2 de abril passado em Cuba, foram fuzilados ontem, após serem julgados e condenados à morte, informou uma nota oficial.
Foi realizado um ''julgamento sumaríssimo'' dos 11 envolvidos, com ''pleno respeito de suas garantias e seus direitos fundamentais'' e terça-feira passada foram condenados à morte os três principais.
Quatro dos sequestradores foram sentenciados à prisão perpétua, um a 30 anos de prisão, todos homens. As três mulhures participantes do sequstro foram condenadas a cinco, três e dois anos, respectivamente.

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