Protestos contra morte de preso terminam com dois mortos
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quinta-feira, 04 de abril de 2013
Folhapress 
São Paulo - Pelo menos dois palestinos morreram ontem na Cisjordânia no terceiro dia de protestos contra a morte do ex-general Maysara Abu Hamdiya, de 64 anos, que estava preso em Israel. Ele morreu em decorrência de um câncer na garganta.
A morte provocou a revolta dos palestinos, que acusaram o Estado judaico de não dar o devido tratamento à doença. Centenas de pessoas foram ao seu funeral em Hebron, sua cidade natal, e fizeram um novo protesto contra os israelenses.
Horas antes do velório, dois adolescentes, um de 17 e outro de 18 anos, morreram após soldados israelenses abrirem fogo na cidade de Tulkarem, no norte da Cisjordânia. O prefeito da cidade, Salah Najib, disse que os jovens protestavam contra a morte do preso palestino quando apedrejaram o posto militar.
Já o Exército israelense afirmou que ambos lançaram bombas contra o posto de controle e que os soldados dispararam como forma de se defender. Os corpos, com dezenas de marcas de bala, foram encaminhados ao hospital da cidade.
As mortes acontecem um dia após outro palestino morrer em protesto na cidade de Hebron.
O preso que morreu de câncer foi condenado à prisão perpétua acusado de envolvimento em um plano para um atentado contra um restaurante em Jerusalém, em 2002.
Ele estava na penitenciária de Ramon, no sul de Israel, desde 2007, mas no ano passado começou a reclamar de um câncer na garganta. Segundo a defesa do preso, ele recebeu apenas analgésicos como tratamento nos primeiros meses.
Na semana passada, seu estado de saúde piorou e ele foi transferido para o hospital de Soroka, onde morreu na terça-feira. A defesa e a Autoridade Nacional Palestina chegaram a pedir a internação e a liberação do detento, que, segundo eles, foi negada por Israel.
Por outro lado, o Estado judaico diz que chegou a fazer o pedido de soltura, mas que este chegou tarde demais.


