Protestos contra a globalização
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sexta-feira, 05 de setembro de 2003
France Presse 
Riva del Garda, Itália A polícia e cerca de 200 manifestantes se enfrentaram ontem na localidade de Riva del Garda (Norte da Itália), onde se reúnem os ministros de Relações Exteriores da União Européia (UE), constatou a AFP. Os policiais, uns 3.000 no total na cidade balneária, atacaram os manifestantes com cassetetes a uns 200 metros do local da reunião dos ministros. Os autores do protesto exibiam cartazes com o lema ''De Riva a Cancún, detenham a OMC'', a Organização Mundial do Comércio, que se reunirá nessa cidade mexicana na próxima semana.
Horas antes, a polícia havia impedido o desembarque nas proximidades do hotel onde se reúnem os ministros de umas 50 pessoas que estavam em canoas, enquanto outro grupo bloqueava a estrada.
''Estamos aqui para bloquear a injustiça'', declarou Luca Casarini, líder do grupo chamado ''Disobbedienti'' (Desobedientes).''Dizemos não à violência da OMC'', afirmou.
Apec resiste a pressões Os ministros de Finanças dos países do Foro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) se recusaram ontem a ceder às pressões americanas para que haja flexibilidade nas taxas de câmbio, mas foram solicitados por Washington a acelerar o crescimento e a liberalização do comércio.
Depois de um encontro de dois dias na ilha meridional de Phuket, o comunicado final publicado pelos 21 ministros, cuja redação foi difícil devido a desacordos, indica que uma política unificada das taxas de câmbio não é viável por enquanto.
O texto insiste na necessidade de reformas estruturais, mas não pede aos membros que se comprometam na política de taxas de câmbio ''flexíveis'', exigência dos Estados Unidos.
''Destacamos a importância de acelerar as reformas estruturais, de adaptar as políticas macroeconômicas para um crescimento duradouro, com o apoio de políticas de taxas de câmbio apropriadas que facilitem os ajustes exteriores de maneira ordenada e equilibrada'', acrescenta o texto.
''Ao mesmo tempo em que reconhecemos que não há um regime de taxas conveniente para todas as economias de uma só vez, consideramos que as políticas mais flexíveis de taxas de câmbio poderiam servir em alguns casos a este objetivo'', assinalaram os ministros.


