PROTESTOS - Multidão contra a fome no Haiti
Uma multidão enfurecida cercou o palácio do presidente haitiano, René Préval, obrigando os soldados da missão de estabilização da ONU no Haiti (Minustah) a socorrer o Exército e a polícia, desamparados diante de uma crise que ameaçou mergulhar o país numa nova espiral de violência. População entre as mais afetadas pela alta mundial dos preços de alimentos, os haitianos começaram a protestar no dia 2 de abril, inicialmente na cidade de Les Cayes. No fim de semana, a tensão atingiu outras cidades, entre as quais a capital, Porto Príncipe. O preço de alimentos como arroz, grãos, frutas e leite condensado aumentou em até 50% no ano passado. O preço do macarrão dobrou. Cerca de 80% da população do Haiti vive com menos de US$ 2 (cerca de R$ 3,4) por dia. Inicialmente pacíficos, os protestos degeneraram em violência nos últimos dias, quando manifestantes bloquearam ruas e saquearam lojas em Porto Príncipe, entrando em confronto com tropas da Minustah.
Minustah - A força internacional chegou ao país em 2004, na violenta crise que seguiu à queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. Liderada pelo Brasil, a missão tem 7.060 soldados, dos quais 1.200 são brasileiros
ONU - Os recentes confrontos deixaram pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos, o que levou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) a pedir uma mobilização internacional urgente para aliviar a fome que assola boa parte dos haitianos
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