Grupos de jovens assaltaram e roubaram lojas, destruíram automóveis e feriram policiais, ontem, durante um enorme protesto do qual participaram 500 mil estudantes em Paris e outras cidades.
A manifestação tinha como objetivo exigir do governo de coalizão de esquerda mais recursos financeiros para a educação nacional francesa.
Em Paris, antes do meio-dia, explodiram as agressões protagonizadas por grupos de rapazes procedentes geralmente dos subúrbios da capital onde se concentra grande parte dos imigrantes.
Na sua passagem, os manifestantes deixavam destruídos portões do metrô, vitrines, telefones públicos e automóveis incendiados.
Os bandos, que usam de violência habitualmente contra os motoristas dos ônibus e condutores do metrô, em seus bairros, foram ontem para o centro de Paris.
Usando telefones celulares, esses grupos agiram com suma rapidez e mobilidade.
Também atacaram pessoas, entre elas uma mulher grávida, roubaram carteiras e agrediram vários jornalistas, entre eles um fotógrafo da AFP.
A polícia deteve 110 jovens. Cinco pessoas ficaram feridas, entre elas um estudante e dois policiais. Cerca de cem automóveis foram destruídos por jovens baderneiros que se misturaram a 28 mil estudantes que participavam da manifestação. Aproximadamente 50 lojas tiveram suas vidraças quebradas e vários roubos de mercadorias foram registrados pela polícia. Os protestos dos estudantes franceses pela falta de professores e superlotação nas salas de aula começaram há vários dias. Ontem, foi o ponto culminante do movimento, que pretendia mobilizar um milhão de pessoas em todo o país.France PresseViolênciaOs policiais agiram com violência contra os manifestantes, realizando 110 prisões apenas em ParisFrance Presse

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