France Presse
De Bagdá
Cerca de 10 mil pessoas se manifestaram ontem, em Bagdá, contra a resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que pretende instaurar um novo procedimento de desarmamento, em troca de uma suspensão das sanções, e que também foi rejeitada pelo vice-primeiro-ministro iraquiano, Tarek Aziz.
Aziz afirmou ontem que a resolução ‘‘não satisfaz’’ Bagdá. ‘‘O Iraque se aferra à sua posição legal. Está disposto a assumir todas as consequências de sua defesa da soberania e dos direitos legítimos’’, acrescentou Aziz.
‘‘Não à resolução anglo-americana-sionista’’, ‘‘Não ao Conselho de Segurança’’, ‘‘Não à Comissão Especial’’ para o desarmamento, ‘‘Sim à suspensão do embargo’’, gritavam os manifestantes, congregados pelas autoridades no centro da cidade.
‘‘Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha fracassaram ao tentar fazer com que fosse adotado de forma unânime esse texto pérfido para o Iraque’’, afirmou al-Qadissiya, publicado pelo ministério de Informação, em alusão à Rússia, França, China e Malásia, que se abstiveram de votar na resolução 1.284.
A resolução estipula que, se o Iraque ‘‘cooperar em todos os sentidos’’ com o novo organismo de inspeção, o Conselho de Segurança suspenderá o embargo econômico por períodos renováveis de 120 dias.
A resolução 1.284 prevê a criação de um novo organismo de vigilância do desarmento, a Comissão de Vigilância, Verificação e Inspeção das Nações Unidas (UNMOVIC), que substitui a Comissão Especial (UNSCOM), classificada por Bagdá de ‘‘ninho de espiões’’ a serviço dos Estados Unidos e Israel.

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