Protesto na Argentina dura 48 horas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de agosto de 2001
France Presse<BR>De Buenos Aires 
Organizações sociais, movimentos de desempregados e setores sindicais começaram ontem uma jornada de protesto contra o modelo econômico com bloqueios às principais rodovias da Argentina, durante 48 horas. Os manifestantes também pretendem ir às ruas literalmente bater panelas e devem acontecer apagões nas principais cidades do país.
Militantes da Corrente Classista e Combativa (CCC), liderada por Juan Carlos Alderete, e desempregados da Federação da Terra e Fazenda, comandados por Luis DElía, bloquearam pouco antes do meio-dia a rodovia nacional 3, em La Matanza, populoso e importante município de Buenos Aires.
DElía afirmou a várias rádios que todos os bloqueios de avenidas e rodovias no país vão ser pacíficos e os organizadores irão deixar passagens alternativas para casos de emergência. Não vamos apoiar nenhum bloqueio à capital federal, acrescentou.
A ministra do Trabalho, Patricia Bullrich, avaliou ontem por sua vez como um exagero que os manifestantes tenham aumentado de 24 para 48 horas os bloqueios. Segundo ela, os organizadores deveriam rever sua postura.
Se o objetivo é defender uma determinada proposta, me parece um absurdo dizer que agora serão 48 horas e na próxima semana, três dias, disse à Rádio La Red. O comentário ocorre porque os organizadores dos protestos já anteciparam a intenção de ir aumentando gradativamente sua realização, caso o governo não recue em suas medidas econômicas.
Ontem estavam previstas greve e mobilização nas estatais da capital federal, paralisação dos professores de Buenos Aires. Hoje pela manhã, deve se realizar uma greve geral de 24 horas no ensino e também uma paralisação nacional determinada pela Central dos Trabalhadores.


