Santiago - Milhares de chilenos participaram de uma passeata ontem, em memória dos detidos e desaparecidos da ditadura de Augusto Pinochet, no 39º aniversário do golpe que derrubou Salvador Allende no dia 11 de setembro de 1973.
O protesto aconteceu em meio a incidentes onde homens encapuzados lançaram pedras em escritórios de instituições públicas, destruíram semáforos e enfrentaram agentes da polícia, em quem atiraram pedras e bombas incendiárias. A polícia dispersou os manifestantes com jatos d'água e gases lacrimogêneos.
Carregando cartazes, bandeiras chilenas e do Partido Comunista (PC) e gritando palavras de ordem, os manifestantes partiram da praça Los Héroes, no centro de Santiago, e caminharam até o cemitério geral, onde está localizado o Memorial do Detido Desaparecido e Executado Político, que lembra as vítimas do regime militar.
A ditadura de Pinochet durou 17 anos, entre 1973 e 1990, e causou mais de 3.000 mortes. Outras 37.000 vítimas foram presas e torturadas. Os tribunais chilenos mantêm abertas 350 ações por desaparecimentos, torturas, prisões ilegais ou conspirações que datam do período ditatorial e envolvem cerca de 700 militares e agentes civis.

mockup