Diversos confrontos violentos foram registrados na noite de quinta-feira em Paris entre jovens e policiais. Os universitários questionam o Contrato de Primeiro Emprego (CPE). Os incidentes aconteceram também nos subúrbios, onde as recordações da revolta de novembro passado prosseguem vivas.
Os sindicatos e as organizações de estudantes, apoiados por dez partidos de esquerda, reuniram mais de um milhão de manifestantes. Na quinta-feira, entre 250 mil e 500 mil jovens saíram às ruas para protestar contra o CPE, sinônimo, segundo eles, de precariedade já que dá às empresas o direito de demitir um funcionário sem motivo durante dois anos.
O presidente da França, Jacques Chirac, fez na última sexta-feira um apelo à calma e ao diálogo. No coração da capital, perto da prestigiada universidade da Sorbonne, vândalos encapuzados travaram um confronto violento com a polícia.
O CPE, idealizado pelo primeiro-ministro, Dominique de Villepin, para reduzir o desemprego entre os jovens, é cada vez mais rejeitado pela população francesa. Chirac pediu na semana passada que o diálogo se abra ‘‘o quanto antes’’. O governo se diz pronto para uma conversa, mas os sindicatos e os jovens exigem a retirada pura e simples da lei, assim como 68% dos franceses. Apesar da dura queda de popularidade constatada desde o aparecimento do CPE, o premier francês não pretende voltar atrás, pelo menos por enquanto.

Associação de classe de trabalhadores ou de empresários de um mesmo segmento da economia com vistas à defesa de seus interesses. No Brasil, uma lei promulgada em 1907 reconheceu o direito de organização livre dos sindicatos de trabalhadores, mas com o Estado Novo (1937-1945) foram enquadrados numa estrutura corporativa controlada.

É a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Esse fenômeno social é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias não conseguem suprir o crescimento populacional. Um agravante é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho, excluindo cargos que antes eram desempenhados por pessoas e agora o são por máquinas.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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