Protesto em Washington contra guerra
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domingo, 09 de março de 2003
France Presse 
Washington Milhares de mulheres, carregando símbolos da paz protestaram, em Washington, contra a guerra no Iraque, por ocasião do Dia Internacional da Mulher. A passeata das mulheres circulou a Casa Branca, com as manifestantes criticando o presidente americano, George W. Bush, e pedindo uma ''oportunidade para a paz''.
Um grupo de meninas abriu a manifestação, seguido por um caminhão com as ''avós furiosas'', que cantavam músicas de protesto contra a guerra.
Um cartaz dizia ''Sangue por petróleo não'' e outro propunha ''Derrubem Bush, não as bombas''.
A polícia bloqueou os acessos aos portões frontais da Casa Branca, enquanto centenas de manifestantes rodeavam a mansão presidencial, ao final de uma passeata que percorreu vários quilômetros pelas ruas da capital federal.
''Estamos aqui porque o mundo precisa saber que vozes norte-americanas rejeitam esta guerra'', disse Shira Keyes, uma das participantes do protesto. Outra participante, Bob Patten, advertiu que a guerra ''não fará nenhum amigo para os Estados Unidos''.
Pequenos grupos organizaram contraprotestos em que pediam que as manifestantes parassem de reclamar e procurassem um marido.
Em Honduras também Mulheres que fazem parte de organizações pacificistas hondurenhas gritavam, sábado: ''Não ao sangue pelo petróleo, sim ao amor pela paz'', durante uma pequena manifestação que realizaram no Centro de Tegucigalpa para protestar contra uma possível guerra dos Estados Unidos contra o Iraque.
Durante o Dia Internacional da Mulher, as participantes recolheram centenas de assinaturas contra a guerra, para uma carta que será enviada às Nações Unidas (ONU).
''A guerra que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha querem declarar contra o Iraque sem a aprovação das Nações Unidas e com a oposição da Alemanha e França, está sendo muito rejeitada'', segundo a carta.
Outro comunicado coletivo do Mulheres contra a Violência, uma das organizações que participou do protesto, garante que a guerra no Iraque ''seria um genocídio cientificamente premeditado, parecido com o nazista''.
''Diz-se que a guerra contra o Iraque é porque (Saddam Hussein) não quer destruir suas armas atômicas. Não pode destruir porque não tem nenhuma'' destaca o movimento.
Times muda postura O editorial do New York Times, ontem, expressa a oposição do jornal quanto a uma guerra no Iraque sem que haja um amplo apoio interncional e estima que o objetivo de um eventual conflito é ''vago e fundado em premissas discutíveis''.
''Achamos que há uma melhor opção, que supõe reforçar as inspeções a longo prazo'', escreveu o influente jornal nova-iorquino no editorial intitulado ''Dizer não à guerra''.
NY contra A Prefeitura de Nova York vai votar esta semana uma resolução contra a guerra no Iraque, informou a imprensa, ontem. Segundo o jornal The New York Times, o Conselho Municipal vai votá-la na próxima quarta-feira.


