RomaMais de um milhão de pessoas saíram ontem às ruas de inúmeras cidades da Itália para protestar contra a política de Silvio Berlusconi durante uma greve geral convocada pela maior central sindical do país, CGIL, segundo anunciou o secretário-geral da organização, Guglielmo Epifani.
''É um dia de greve magnífico com a extraordinária participação de mais de um milhão de pessoas, que saíram para se manifestar nas ruas de toda a Itália'', afirmou Epifani, que lidera a manifestação de Turim (norte), onde nasceu a Fiat há mais de 100 anos.
A crise da Fiat, onde, segundo cálculos dos organizadores, aderiram à greve entre 70 a 80% dos trabalhadores, 26% conforme a fábrica, marcou o dia de protesto.
A greve de oito horas, para protestar contra a política social do governo de direita, realizou-se em um momento delicado para o premier, cujos índices de simpatia se reduziram notavelmente nas últimas semanas segundo as pesquisas.
Para os sindicatos, 200.000 pessoas participaram na manifestação de Turim, enquanto a polícia fala em apenas 30.000 manifestantes.
''Pelo menos 100.000 pessoas saíram às ruas de Roma'', afirmou um porta-voz da CGIL, que desfilava com numerosos trabalhadores e estudantes com bandeiras sob um sol resplandescente pelo centro da capital italiana.
Uma enorme coluna de 5 km de pessoas, com as bandeiras vermelhas da CGIL, desfilou em Milão (norte), onde segundo os organizadores 250 mil pessoas participaram na manifestação, encabeçada pelo ex-secretário-geral, Sergio Cofferati, uma das figuras mais carismáticas da esquerda italiana.
A multidão de Milão era porém menos numerosa do que a que participou em abril na greve geral convocada pelas três maiores centrais sindicais, à qual aderiram mais de 13 milhões de trabalhadores, paralisando o país.
Em 120 cidades, entre elas Bolonha, Florença, Nápoles, além de Milão, Turim e Roma, foram organizadas manifestações contra o Pacto pela Itália, firmado pelas outras duas centrais sindicais, a católica (CISL) e a independente (UIL), o qual modifica o artigo 18 do Estatuto do trabalhador sobre a lei de demissões.

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