Mossul, Iraque Dez pessoas morreram e dezenas ficaram feridas ontem, em Mossul, quando as forças americanas abriram fogo contra uma multidão hostil, segundo várias testemunhas.
O tiroteio aconteceu na praça do governo local de Mossul, no 27º dia da guerra no Iraque. ''Há talvez cem feridos e de 10 a 12 mortos'', declarou à AFP o doutor Ayad Al Ramadhani, médico da emergência do hospital.
Segundo três testemunhas interrogadas pela AFP e declarações de feridos obtidas pela equipe do hospital, os militares americanos dispararam contra uma multidão hostil ao novo prefeito da cidade, Mashan al-Guburi, que fazia um discurso favorável aos Estados Unidos na praça do governo.
Uma jornalista da AFP viu a prefeitura vazia, um automóvel destruído e as ambulâncias transportando os feridos, enquanto um avião americano sobrevoava a cidade a baixa altitude.
O comandante do exército iraquiano na província de Al Anbar (oeste do Iraque), que conta com 16.000 homens e controla a região fronteiriça com a Síria, se rendeu às forças americanas ontem, constatou um jornalista da AFP.
''Estou disposto a ajudar. Agradeço pela libertação do Iraque e pela estabilidade'', declarou o general iraquiano Mohamed Jarawi ao coronel americano Curtis Potts, depois de assinar a rendição de suas tropas no deserto ocidental do Iraque. ''Espero que tenhamos relações amistosas com os Estados Unidos'', acrescentou.
Um dia depois de conseguirem controlar Tikrit, a 180 km ao norte de Bagdá, a situação era de ''calma na frente militar'' iraquiana ontem, disse uma porta-voz militar no quartel-general do Comando Central americano no Qatar (Centcom).
Um responsável americano do Estado Maior conjunto disse na segunda-feira que haviam começado a reduzir o deslocamento naval e aéreo na região, em especial com a saída de dois porta-aviões. Precisou que as forças terrestres 140.000 soldados americanos e britânicos atualmente no Iraque seriam ''adaptadas'' às necessidades desta nova fase de ''estabilização'' da operação ''Liberdade para o Iraque''.

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