Protesto de mulheres na Colômbia
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quinta-feira, 25 de julho de 2002
France Presse 
Bogotá''Queremos dizer um basta, que cessem as hostilidades de um e outro lado, porque estamos dispostas a não ter mais filhos para a guerra'', afirmou à AFP dona Raquel Romero, uma das 20.000 mulheres de toda a Colômbia que, vestidas de negro, participaram de uma passeata, ontem, em Bogotá para gritar um não à violência. Dona Raquel, de 51 anos, não sabe do filho Edwin Sánchez há um ano e sete meses, depois que ele desapareceu numa área rural do município de Cabrera, no departamento de Cundinamarca (centro), onde fica Bogotá. ''Isto é terrível, vivo na incerteza. Não sei se está morto ou se foi sequestrado'', acrescentou dona Raquel, que saiu de casa às 4 horas da manhã para participar da passeata. Presa ao pescoço, a foto do filho.
Viúvas, mães, avós, esposas, irmãs, filhas.... mulheres de diferentes raças e segmentos sociais se concentraram, ontem, no Parque Nacional de Bogotá, percorrendo depois 3 Km até à Praça Bolívar, que fica perto da Casa do Governo, do Congresso e do Palácio de Justiça.
Todas tinham em comum a rejeição à guerra civil que abala o país há quatro décadas, clamando pela paz e a esperança de um futuro melhor para os 43 milhões de colombianos, dos quais 22 milhões são mulheres.
A Marcha foi apoiada por 600 organizações de mulheres de todo o país.
Prefeito renunciaO prefeito do município colombiano de Colón, Libardo Rodríguez, cuja filha de três anos foi sequestrada pelas Farc há uma semana, renunciou formalmente quarta-feira, como exigia a guerrilha.
Rodríguez pediu ao Exército colombiano que não tente resgatar a menina, dizendo que confia na libertação da filha após a renúncia.
''Quero dizer à guerrilha que Libardo já cumpriu a exigência. Por favor, libertem Marcela logo'', disse Marlen Gómez, esposa do prefeito.
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) mantêm desde o início de junho passado uma campanha de ameaças contra prefeitos, vereadores e outras autoridades municipais, exigindo a renúncia destes políticos.
Segundo fontes oficiais, 120 prefeitos já renunciaram.


