Jerusalém- O Parlamento israelense aprovou, numa votação apertada, a formação de um novo governo dirigido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon e integrado pelos trabalhistas. A nova coalizão reúne 66 cadeiras: 40 do Likud (partido de Sharon), 21 dos trabalhistas e cinco de uma formação ultraortodoxa.
A principal tarefa deste novo executivo será a retirada das 21 colônias da Faixa de Gaza, criadas desde 1967, e o desaparecimento de outras quatro na Cisjordânia, tudo isso em 2005.
Milhares de israelenses, em grande maioria colonos, opostos ao plano de retirada da Faixa de Gaza protestaram ontem ante o Parlamento. Dois ex-grandes rabinos de Israel, Mordechai Eliahu e Abraham Shapira, pregaram e rezaram por uma intervenção divina para evitar a retirada de ''partes de Eretz Israel'' (Israel nas suas fronteiras bíblicas, que incluem Cisjordânia e Faixa de Gaza).
As pregações foram divulgadas por alto-falantes no bairro onde estão localizados o Parlamento e os escritórios da presidência do Conselho, diante dos quais os colonos mantêm há uma semana um piquete de protesto.
Durante a manifestação, circularam panfletos exortando os militares israelenses a não obedecerem à ''ordem ilegal de destruir a terra de Israel''.
O exército israelense destituiu no domingo reservistas que haviam lançado um apelo à desobediência à ordem de retirar os colonos dos assentamentos judeus na Faixa de Gaza.(F.P.)

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