Trezentos prisioneiros da penitenciária de Puente Ato, na zona montanhosa de Santiago, iniciaram ontem uma greve de fome em solidariedade aos 26 reclusos mortos na segunda-feira em um trágico incêndio na prisão de Iquique, a 1.800 km ao norte da capital chilena.
A Corte de Apelações de Iquique, a pedido do governo, designou o juiz Jaime Chamorro para investigar as várias versões que circulam a respeito do sinistro.
O juiz Chamorro deverá determinar a origem do incêndio no pavilhão número 5 da penitenciária de Iquique, enquanto especialistas do Serviço Médico-Legal continuam trabalhando na identificação final dos corpos, vários dos quais totalmente carbonizados.
SuposiçãoO ministro chileno da Justiça, José Antonio Gómez, informou que a causa do incêndio, que matou 26 presos na penitenciária de Iquique, pode ter sido um curto-circuito na instalação elétrica. Mais de 100 detentos foram hospitalizados.
Os agentes penitenciários informaram, porém, que o fogo surgiu num dos pavilhões do presídio, depois de uma tentativa de rebelião. Já os familiares desmentiram essa versão.
Há ainda uma outra hipótese: a de que os presos teriam feito uma fogueira com cobertores e outros objetos num dos pavilhões para protestar contra a morte de uma das detentas, Jeanette Soto Grez, de 24 anos, transferida para a prisão de Arica, na fronteira com o Peru.
A jovem, que queimou o próprio corpo no pátio do presídio, agonizou durante quatro semanas e morreu na sexta-feira passada no hospital Juan Noeé de Arica, 1.650 km ao norte da capital chilena.

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