Israel formalizou um protesto ontem ao embaixador da Espanha em Tel Aviv, devido ao envio de centenas de cartas de teor antiisraelenses escritas por alunos espanhóis e endereçadas à embaixada do Estado judaico em Madri, informou um funcionário do Ministério das Relações Exteriores.
O diretor geral adjunto encarregado da Europa, Naor Gilon, telefonou para o embaixador da Espanha, Alvaro Iranzo, para protestar contra o envio destas cartas escritas por crianças de entre 5 e 10 anos de idade. ''Nessas cartas, as crianças perguntam ao nosso embaixador, por exemplo, 'quantas crianças palestinas você matou hoje?' ou afirmam 'pare de matar por dinheiro'. Tudo isso parece lavagem cerebral'', indicou a fonte. ''O embaixador da Espanha respondeu que o ministério espanhol da Educação não tem nada a ver com o envio destas cartas'', acrescentou.
O funcionário da chancelaria israelense destacou, no entanto, que as crianças redigiram as cartas ''dentro de escolas públicas'', e que o ministério da Educação ''deve fazer de tudo para impedir este tipo de iniciativa muito perigosa, que influencia diretamente o espírito das crianças''.
'Israel perdeu a razão de ser'
O presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, declarou ontem que Israel ''perdeu sua razão de ser'' e é uma fonte de instabilidade na região, falando em uma conferência da qual participavam dirigentes palestinos radicais.
''Sua presença em apenas um centímetro do solo da região é fonte de ameaças, crises e guerras, e o único meio para fazer frente a eles é através da resistência e da juventude palestinas e das nações regionais'', acrescentou.
Khaled Mechaal, líder do movimento radical islâmico Hamas, Ramadan Challah, líder da Jihad Islâmica, e Ahmad Gibril, líder da Frente Popular para a Libertação da Palestina - Comando Geral (FPLP-CG), todos exilados, participaram da conferência, organizada pelo governo iraniano.
O Irã não reconhece Israel e é um ardente defensor e patrocinador de grupos terroristas palestinos.

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