Protesto condena o desemprego
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segunda-feira, 19 de junho de 2000
France Presse De Feira 
Milhares de pessoas fizeram ontem na Cidade do Porto (norte de Portugal) uma manifestação contra o desemprego na Europa, convocada pela Confederação Européia de Sindicatos (CES).
Segundo a CES, a UE não pode viver com 16 milhões de desempregados e 60 milhões de pobres. Chegou o momento de passar da Europa do euro para a Europa do pleno emprego. Além disso, pede uma estratégia européia de luta contra a exclusão social, a desigualdade e a discriminação.
A França quer que a Carta européia dos Direitos Humanos seja proclamada durante sua presidência, no segundo semestre do ano, mas ainda se debate se esta carta estará inscrita no tratado.
O secretário-geral da CES, Emilio Cabaglio, lembrou anteontem em reunião com o primeiro-ministro português, Antonio Guterres, que os salários em Portugal são os mais baixos da Europa, segundo a imprensa portuguesa.
Reunidos em Santa Maria de Feiras (norte de Portugal), os chefes de Estado ou governo dos 15 países membros da União Européia (UE) anunciaram ontem a criação de uma força policial da comunidade para intervir em eventuais crises civis européias. A unidade especial, de cinco mil homens, deverá estar pronta para entrar em ação a partir do ano 2003.
Em sua cúpula semestral de dois dias, os dirigentes da UE decidiram admitir a Grécia na chamada zona do euro a partir de janeiro de 2001. Três membros da UE continuam fora do sistema da moeda única: Grã-Bretanha, Suécia e Dinamarca.
Os ministros das Finanças não chegaram a um acordo sobre uma questão considerada fundamental para a admissão de novos sócios: uma espécie de unificação das taxas que incidem sobre a poupança dos cidadãos da comunidade. A taxa em alguns países chega a 50%, enquanto outros se apresentam como verdadeiros paraísos fiscais. Os ministros continuavam buscando alternativas para derrubar os obstáculos, que impedem um consenso. Os países que mais se opõem à medida são Áustria e Luxemburgo.


