São Paulo - O ex-diretor gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn voltou às páginas dos jornais ontem, envolvido em mais um episódio da polêmica sobre supostas agressões sexuais. Desta vez, o jornal britânico ''Daily Mail'' publicou uma reportagem em que uma prostituta afirma ter participado de 11 orgias com ele nos últimos seis anos.
A garota de programa, que se identifica como Florence, 30, descreveu em detalhes as relações que deve com o francês, que, segundo ela, gostava de fazer sexo com ''todas as garotas do quarto'' durante as sessões de orgia.
Florence disse ainda que Strauss-Kahn, 62, tem ''uma energia excepcional'' e sempre preferia as garotas iniciantes do que mulheres mais velhas nas festas.
Ao ''Daily Mail'', Florence disse que ela e outra prostituta, Mounia, 38, receberam 2 mil libras para passar três dias em Washington com Strauss-Kahn, e mais 1,3 mil libras para participar de orgias em Lille e Paris.
Segundo o jornal, Florence é uma das três garotas de programa que está sendo investigada pela polícia francesa por prostituição ilegal no hotel Carlton, em Lille, no norte do país. Segundo jornais franceses, Strauss-Kahn também é investigado por ter participado desta rede de prostituição.
A declaração de Florence é a mais recente de uma série de acusações que levaram o economista, antes cotado como candidato à Presidência da França, a renunciar ao cargo de diretor-gerente do FMI. Strauss-Kahn escapou de duas acusações anteriores, de uma camareira em Nova York e de uma jornalista francesa, que afirmam ter sofrido abuso sexual por parte dele.

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