Ilha de Giglio- A exploração em profundidade dos restos do navio ''Costa Concordia'' foi retomada ontem ao amanhecer, uma semana depois do naufrágio do cruzeiro que causou 12 mortos. Depois de confirmada a estabilização do navio, os mergulhadores da marinha desceram novamente a 20 metros de profundidade para abrir buracos no casco. ''Procuramos entre as pontes 3 e 4'', indico Cosimo Nicastro, porta-voz da Guarda Costeira.
''A esperança de encontrar alguém com vida na parte submersa se reduziu e a esperança diminuiu a cada dia que passa'', lamentou Nicastro, apesar de assinalar que os mergulhadores continuarão insistindo na tarefa. No total, 24 pessoas - das quais três aparecem sem dúvida entre os corpos não identificados - permanecem desaparecidas há quase seis dias. Trata-se de 12 alemães, cinco italianos, dois franceses, dois americanos e três membros da tripulação: um italiano, um peruano e um indiano.
A libertação do controverso comandante do navio, acusado de ser o principal responsável pela tragédia e que se encontra em prisão domiciliar em sua residência de Meta de Sorrento, perto de Nápoles, gerou irritação entre os parentes das vítimas que esperam notícias na ilha de Giglio, onde ocorreu a tragédia.
Acusado de homicídio múltiplo, abandono de navio e naufrágio, que podem significar uma sentença de 12 anos de prisão, Schettino foi detido no sábado por ordem da promotoria por medo de que manipulasse as provas e pelo risco de fuga.
Segundo o presidente da empresa Costa Crociere, proprietária da embarcação, Pier Luigi Foschi, o capitão do Costa Concordia ''não foi honesto'' com os responsáveis em terra ao explicar a situação. ''Pessoalmente penso que não foi honesto. Não tenho elementos para dizer se estava lúcido. Penso que estava perturbado de um ponto de vista emocional'', declarou em uma entrevista ao Corriere della Sera.

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