Proposta colombiana traz esperança
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quinta-feira, 19 de agosto de 2004
Reuters 
Bogotá A proposta do governo da Colômbia de libertar 50 integrantes das Farc ressuscitou a esperança no fim do sequestro de 72 reféns da guerrilha esquerdistas, alguns deles em poder dos rebeldes há mais de sete anos. A iniciativa do presidente Álvaro Uribe é a primeira proposta concreta para as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o que pode abrir caminho para o fim do sequestro. O governo libertaria os guerrilheiros em troca da soltura dos políticos e militares reféns.
As Farc, principal grupo rebelde da Colômbia com cerca de 17 mil combatentes, há mais de dois anos pressionam o governo Uribe por uma troca por guerrilheiros presos. O presidente havia descartado a possibilidade de um acordo com as Farc, mas agora mudou de idéia. Entre os reféns estão a ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, 14 ex-deputados regionais, cinco ex-congressistas, um ex-ministro, um ex-governador, três norte-americanos e vários integrantes do Exército e da polícia.
Analistas afirmaram que a proposta do governo pode ser rejeitada porque restringe a libertação a guerrilheiros condenados ou indiciados por rebelião, o que descartaria a soltura de rebeldes como Simón Trinidad, o guerrilheiro preso de mais alto escalão.
As Farc sequestram milhares de pessoas por ano para financiar, com os resgates milionários, a guerrilha num confronto que já dura quatro décadas.


