Promotores e policiais voltam a ser afastados
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Folhapress 
São Paulo - A Turquia voltou a afastar ontem promotores, juízes e policiais envolvidos na operação contra a corrupção que provocou a queda de dez ministros e abalou o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Segundo o jornal Hürriyet, o Alto Conselho do Poder Judiciário turco trocou de posto 96 promotores e juízes, em sua maioria envolvidos na investigação do escândalo. Dentre eles, o promotor Hüseyin Bas, que se negou a retirar uma investigação contra o governo após uma ameaça do subsecretário de Justiça.
Um novo expurgo também afetou a polícia. O canal de televisão NTV informou que mais 470 agentes das forças de segurança foram retirados de seus cargos. Desde que a operação foi revelada, em 17 de dezembro, mais de 2 mil policiais já foram afastados pelo governo.
O escândalo de corrupção, uma das maiores dificuldades enfrentadas por Erdogan nos seus 11 anos no poder, teve início em 17 de dezembro com a prisão de dezenas de pessoas, incluindo um empresário próximo ao governo e filhos de três ministros.
Para o governo, as investigações são uma "conspiração" dos seguidores de Fethullah Gülen, islamita exilado nos Estados Unidos e ex-aliado do AKP de Erdogan. A oposição teria começado quando o governo fechar as escolas privadas de grupo escolar, dominadas pelo grupo de Gülen.
Durante visita a Bruxelas, anteontem, o chefe de governo turco afirmou que enfrenta uma conspiração "por trás da qual estão os mesmos que sequestraram o 'Mavi Marmara'", em referência a Israel, que reteve em 2010 o barco, que levava ajuda humanitária à faixa de Gaza.


