Promotor Starr será investigado
O Departamento de Justiça dos EUA decidiu investigar o promotor especial Kenneth Starr por uma série de delitos que teria sido praticada durante suas investigações do caso Monica Lewinsky. Segundo a edição de ontem do jornal The New York Times, existe a suspeita de que Starr teria mentido à secretária Janet Reno. O motivo é que ele queria uma autorização para investigar Lewinsky e, a fim de obtê-la, escondeu seu verdadeiro papel na história.
Ainda de acordo com o jornal, o Departamento de Justiça quer determinar também se Starr abusou de sua autoridade ao convocar o Grande Júri contra o presidente Bill Clinton ou teria pressionado testemunhas, como por exemplo Lewinsky. Outra investigação centrará na possibilidade de o promotor ter feito chegar à imprensa notícias prejudiciais ao presidente.
O Senado entrou ontem no segundo dia de deliberações a portas fechadas no processo de impeachment do presidente Bill Clinton, aproximando-se da decisiva votação que deve inocentá-lo das acusações de obstrução da justiça e perjúrio.
Dois senadores republicanos, Jim Jeffords, de Vermont, e Arlen Specter, da Pensilvânia, disseram que irão se opor aos dois artigos do impeachment, aumentando a possibilidade de que nenhuma das acusações consiga mesmo a maioria de 51 votos.
Enquanto o número de votos para condenar e remover Clinton nas duas acusações estava certo de ficar bem abaixo dos 67 necessários, um apoio menor do que da maioria para os dois artigos seria um golpe simbólico contra a decisão da Câmara dos Representantes, liderada pelos republicanos, de aprovar o processo de impeachment.
O líder republicano do Senado, Trent Lott, disse que os senadores tentariam concluir todos os trabalhos para que a votação final fosse realizada na noite de hoje, pondo fim a um mês de julgamento. Mas durante o almoço, ele afirmou que estava havendo algum atraso e que a votação final poderia ocorrer seomente amanhã.Arquivo FolhaDe caçador ...Segundo o Times, existe a suspeita de que Kenneth Starr teria mentido à secretária Janet RenoReuters





