Buenos Aires - O exame para rastrear pólvora nas mãos de Alberto Nisman, o promotor encontrado morto em seu apartamento em Buenos Aires, deu negativo. Segundo a promotora encarregada de investigar o caso, Vivian Fein, como a arma era de pequeno calibre, pode ser que ele mesmo tenha efetuado o disparo, mas que isso não tenha deixado partículas de pólvora suficientes para serem detectadas pelo exame.

Numa entrevista a uma rádio, Fein reafirmou que, pela autópsia, não há dúvidas de que ele é o autor do disparo. "O resultado do varrimento das mãos do Nisman lamentavelmente deu negativo, mas não era um resultado inesperado. O calibre da arma é pequeno e usualmente não permite que o varrimento dê positivo. Isso não descarta que ele tenha disparado e o resultado da autópsia confirma isso de maneira categórica." Ela informou também que a arma pertencia a um empregado que trabalhava com Nisman desde 2007 na área de informática da promotoria.

Nisman apresentaria na segunda-feira ao Congresso argentino as provas da denúncia que envolve, além da presidente, o chanceler Hector Timerman e outros aliados da Casa Rosada. Eles são acusados de negociar um acordo com Teerã para que os suspeitos iranianos do atentado à Amia, em 1994, não fossem investigados.

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