Promotor do caso Lewinsky envolvido com Paula Jones
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 15 de outubro de 1998
Paulo Sotero Agência Estado 
A revelação, na quarta-feira, de ligações desconhecidas até agora pela própria Justiça entre o promotor-especial Kenneth Starr e os advogados de Paula Jones, a ex-funcionária de Arkansas que processou o presidente por assédio sexual, está transformando a conduta do inquisidor-mor da atual administração num tema muito importante na questão Lewinsky.
O fato novo foi apurado pela National Public Radio (NPR). De acordo com a NPR, em 1994, quando Paula Jones iniciou sua ação contra o presidente, por causa de um episódio alegadamente ocorrido num hotel em Arkansas três anos antes de Clinton chegar à Casa Branca, Gilbert K. Davis, um de seus advogados, procurou Starr meia dúzia de vezes para pedir sua opinião profissional sobre a imunidade do presidente dos Estados Unidos a processos civis. Starr não havia sido ainda nomeado para assumir o comando das investigações sobre possíveis irregularidades cometidas por Clinton no final dos anos 70.
Ocorre que, em janeiro último, quando Starr pediu à secretária da Justiça, Janet Reno, autorização para investigar o affair Lewinsky - depois de nada ter conseguido provar contra Clinton nos vários inquéritos que conduziu contra ele, a partir do Whitewater -, Starr omitiu que havia tido contatos profissionais com os advogados de Jones.


