Promotor argentino é sepultado em meio a mistério
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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
France Presse 
La Tablada - O promotor Alberto Nisman foi sepultado ontem em um cemitério judaico na Argentina, aplaudido como herói por aqueles que o consideram vítima do governo de Cristina Kirchner e criticado por outros, que viram em sua denúncia e sua morte um complô desestabilizador.
Com aplausos e gritos de justiça, centenas de pessoas se despediram do promotor no cortejo fúnebre em Belgrano, Norte de Buenos Aires. Seu corpo foi recebido com bandeiras e mensagens que o classificavam de "patriota", "gênio" e "herói" no cemitério judaico de La Tablada, 20 km a Oeste da Capital.
Cristina Paredes, uma vizinha do cemitério de La Tablada de 53 anos, expressou sua certeza de que o promotor foi vítima de "uma injustiça muito grande". "Estava ameaçado. Esta é a gota que transbordou o copo", disse à AFP Paredes, que se identificou como opositora ao governo de Kirchner.
A morte, em 18 de janeiro, de Nisman, um judeu argentino de 51 anos, comoveu a Argentina. Quatro dias antes, ele havia acusado a presidente Kirchner e o chanceler Héctor Timerman de planejar o acobertamento dos iranianos acusados pelo atentado contra a associação mutual judaica argentina Amia, em 1994, que deixou 85 mortos e 300 feridos.


