Projeto político do Mercosul é rechaçado
Projeto político do
Mercosul é rechaçado
France Presse
O Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) deve ter um caráter econômico comercial estrito, porque não é um projeto de integração política, na opinião do senador Luis Alberto Heber, do Partido Nacional, participante da coalizão de governo.
Heber é amigo íntimo do ex-presidente Luis Lacalle (1990-95), que firmou pelo Uruguai em 26 de março de 1991 o Tratado de Assunção (Paraguai), que deu origem ao Mercosul, primeiro processo de integração sub-regional no Cone Sul sul-americano.
Em oposição ao que chamou de projeto político, o legislador disse na noite de anteontem no Senado que ficou preocupado quando o presidente do Brasil anunciou intenções de constituir órgãos supra-regionais para coordenar as relações exteriores. E com maior alarme ainda os projetos de uma política de defesa comum, coordenando ou integrando as forças armadas.
Heber disse que o único organismo supranacional que estavam dispostos a aceitar é aquele jurisdicional que solucione as controvérsias de caráter comercial que surgirem.
Ao indicar que a política externa de Fernando Henrique faz parte da rivalidade notória que ultimamente temos visto entre o Brasil e os Estados Unidos, Heber disse que naturalmente, cada país tem o direito de estabelecer sua própria estratégia, mas de nenhuma maneira devemos embarcar numa disputa que não nos convém e que não desejamos.
O senador se pronunciou contra uma moeda única e detalhou uma lista de 15 inconvenientes no processo de integração, entre eles as disputas comerciais sem solução.
Heber lembrou que a internacionalização de normas comuns, especialmente nos aspectos tributários, só tem ocorrido em 25% do combinado.





