Proibidos os protestos no Irã
Proibidos os protestos no Irã
Nos EUAMilhares de pessoas, convocadas pela oposição iraniana no exílio, reuniram-se ontem diante do Capitólio, em Washington, para denunciar a repressão por parte do presidente Mohamad Khatami, e apoiar as manifestações de estudantes realizadas nos últimos dias no IrãKianouche Dorranie
da France Presse
de Teerã
O regime iraniano acusou os Estados Unidos, ontem, de ter provocado os violentos distúrbios dos últimos dias e proibiu toda nova manifestação estudantil. Vocês sabem como nossos inimigos exteriores e em especial os Estados Unidos provocaram a agitação, disse o aiatolá conservador Hassan Taheri-Khoramabadi, durante uma oração semanal na universidade de Teerã. Além dos Estados Unidos, outros países, segundo ele, teriam provocado e atiçado esses incidentes que provocaram duas mortes, de acordo com balanços oficiais.
O aiatolá Joramabadi disse que os EUA não suportam um regime islâmico sólido e estável no mundo.
Incitando os agitadores, queriam fazer compreender aos outros países que não se deve ter boas relações com o Irã, disse, dirigindo-se à multidão de milhares de pessoas.
Tudo isso ainda não acabou e os basiyi (milicianos voluntários) e as forças da ordem, assim como a população, devem estar vigilantes e prontos, disse ele, pedindo aos dirigentes das diferentes facções que se unam em torno do Guia.
O ministro do Interior, Abdolvahed Moussavi-Lari, anunciou, por sua vez, à TV, que nenhuma nova manifestação seria autorizada nos próximos dias no Irã.
Segundo fontes estudantis, uma manifestação estava prevista para hoje, com o objetivo de defender as reivindicações dos estudantes: a destituição do chefe da polícia iraniana e a restituição dos corpos das vítimas dos recentes enfrentamentos.
Os estudantes exigem também a volta do jornal de esquerda, Salam, fechado na semana passada pela justiça, e mais liberdade para a imprensa.
No atual estado de coisas, as exigências dos estudantes devem ser objeto de um exame em condições razoáveis e calmas, disse o ministro.
A grande oração muçulmana de ontem no câmpus universitário de Teerã, foi realizada sob forte proteção policial.





