Proibição total ainda é utopia
Proibição total ainda é utopia
France Presse
Cento e quarenta e nove países firmaram o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares e apenas treze o ratificaram, sendo que os últimos foram a França e a Grã-Bretanha, no dia 6 de abril passado.
O CBTB, adotado pela Assembléia Geral da ONU em 10 de setembro de 1996, proíbe qualquer explosão nuclear, militar ou civil, na atmosfera ou no subterrâneo.
As cinco potências nucleares - Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China - assinaram o documento, mas o Tratado não pode entrar em vigor até que seja ratificado pelos 44 países possuidores de instalações nucleares.
Até o momento, apenas o Japão, as ilhas Fiji, Micronésia, República Tcheca, Mongólia, Peru, Qatar, Uzbequistão, Turcomenistão, Eslováquia, Áustria, França e Grã-Bretanha ratificaram o tratado.
A Índia negou-se a aderir ao Tratado por considerar que esse texto era um instrumento de não-proliferação discriminatória contra os países menos desenvolvidos e que não servia para um desarmamento nuclear total.
A organização do Tratado, cujo orçamento chega a 58,4 milhões de dólares para 1988, emprega 108 colaboradores provenientes de 45 países. Em 17 de março passado, completou seu primeiro aniversário.
A organização dedicará 25,9 milhões de dólares por ano para a utilização de material em 150 estações de controle, num total de 321 estações sismológicas e hidroacústicas, dentro de uma rede mundial de fiscalização.





