Os profissionais da área de saúde da Libéria vão endurecer, a partir de hoje, o movimento de greve visando o pagamento de adicionais de risco em face da epidemia de Ebola. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do sindicato, Joseph Tamba.
Segundo um funcionário, dezenas de pessoas morreram vítimas do vírus na clínica Island, em Monróvia, capital do país, desde o início de uma greve no estabelecimento na última sexta-feira.
O porta-voz do governo, Isaac Jackson, negou na sexta-feira qualquer alteração nos serviços de saúde, especialmente na clínica Island, aberta de forma emergencial em 21 de setembro e administrada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "Não há protestos, tudo está bem com os profissionais de saúde e os pacientes estão sendo bem tratados", garantiu Jackson à imprensa - proibida de entrar no local.
Os cuidadores são particularmente afetados pela epidemia, que provocou 201 contaminações entre eles na Libéria, onde 95 morreram, segundo último balanço da OMS. A Libéria é o país mais atingido pelo vírus da febre hemorrágica com 2.316 mortos sobre um total de 4.033 em sete países, também segundo a OMS. (France Presse)

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