Professores brasileiros vão deixar o país
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terça-feira, 30 de maio de 2006
Gilberto Scofield Jr<br> Agência O Globo 
Pequim - Enquanto o primeiro-ministro de Timor Leste, Mari Alkatiri, e o presidente Xanana Gusmão se reuniam na segunda-feira com membros do Conselho de Estado para analisar soluções para a ameaça de guerra civil que há uma semana paira sobre o país, o fantasma do desabastecimento começa a rondar a capital Díli, segundo a Cruz Vermelha Internacional.
Já há 40 mil timorenses refugiados em terrenos considerados neutros, como o escritório da ONU, hospitais e grandes hotéis, e começa a faltar comida e água.
''Os quiosques que vendem produtos foram queimados pelas milícias e somente um grande supermercado está funcionando, a portas fechadas, na cidade'', contou Raimundo Santos de Castro, professor representante da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação do Brasil que está em Timor com cerca de 30 profissionais ajudando a reconstruir o sistema de ensino. ''O comércio e empresas continuam fechados. Tanto a comida quanto a gasolina subiram estupidamente de preço e a situação é difícil''.
Ainda assim, os professores não pretendem voltar. Os timorenses estão apavorados com a possibilidade de os estrangeiros abandonarem o país e a reconstrução ser interrompida. Agora, mais do que nunca, precisamos ficar'', diz Tarcísio Botelho, também professor da Capes.
Professores brasileiros estão ajudando a formar professores no Timor Leste. A formatura dos 100 primeiros participantes do programa está prevista para agosto de 2007. Mas, ontem, o MEC decidiu retirar os profissionais do Timor Leste. Três deles já saíram do país ontem.


